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AMPÈRE, ANDRÉ-MARIE ( 1775 - 1836 ) |
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Físico e matemático francês, foi professor em Bourg, em Lyon, na Escola Politécnica e na Universidade de Paris. Em 1814 foi eleito membro da Academia de Ciências. Possuía um espírito impulsivo e fecundo, uma inteligência versátil, que lhe permitiu dedicar-se tanto à música como à ciência, à metafísica como à poesia. Conta-se uma divertida anedota sobre esta personagem tão interessante, relativa sobretudo à sua distracção. Diz-se que um dia ao sair de casa, absorto nos seus cálculos, viu uma tipóia parada e que, tirando da algibeira um pedaço de giz, encheu completamente um dos lados da carruagem com as suas equações. Criou a teoria do electromagnetismo, ideou o galvanómetro, inventou o primeiro telegrafo eléctrico e, em colaboração com Arago, o electroíman. A unidade de medida de intensidade de corrente eléctrica chama-se ampere, em sua honra. |
ANAXÁGORAS ( 585 - 524 A.C. ) |
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Filósofo naturalista grego, nascido em Clazomena, na Jónia. Ocupou-se da matemática e da astronomia e defendeu a infinita divisibilidade de todas as coisas em partículas invisíveis. Estas partículas, segundo o filósofo, eram de diferentes qualidades, consoante o tipo de substâncias de que provinham. Introduziu na filosofia a ideia de um princípio ordenador, a inteligência. |
ARISTÓTELES ( 384 - 322 A.C. ) |
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Notabilíssimo filósofo e cientista grego, nascido em Estagira . Fundou a Escola Peripatética (assim chamada porque dava lições passeando). Seu sistema mostra a natureza toda como um imenso esforço da matéria para elevar-se até ao pensamento e a inteligência. É autor de grande número de tratados de lógica, política, história natural, física. Sua obra é a fonte do tomismo e da escolástica. É fundador da lógica formal (em Organon) e procurou definir a virtude (em Ética a Nicômaco). Obras principais; Retórica, Poética, Política, Física, Metafísica; fez uma síntese sistemática de todos os conhecimentos do seu tempo. Deixou 146 obras. |
ARQUIMEDES ( 287 - 212 A.C. )
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Físico e matemático, nascido em Siracusa. Formulou o princípio da hidrostática que tem o seu nome «um corpo mergulhado num fluido sofre uma impulsão debaixo para cima igual ao peso do volume de líquido deslocado». No entusiasmo da sua descoberta, teria saído à rua gritando: "Heureka! Heureka! (Descobri! Descobri!). De facto, havia descoberto o meio de determinar a massa volúmica dos corpos, tomando a água como termo de comparação. Inventou diversos aparelhos, entre os quais a clochea (que é uma superfície helicoidal que roda no interior de um tubo cilíndrico e serve para elevar líquidos ou transportar materiais granuloformes), e os aparelhos mortíferos (enormes espelhos côncavos de bronze usados para incendiar os navios da frota romana que cercavam Siracusa), parafuso sem fim, roldana, cadernal, rodas dentadas, alavancas, etc. Realizou numerosos estudos de matemática e de física, principalmente sobre mecânica.
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ARRHENIUS, SVANTE AUGUST ( 1859 - 1927 ) |
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Físico sueco, que desde jovem se dedicou ao estudo das propriedades eléctricas das soluções dos electrólitos. A sua tese de doutoramento, propunha uma nova teoria para explicar a condutibilidade das soluções electrolíticas (à custa de iões). Não tendo ainda sido descoberto o electrão, a sua teoria não podia facilmente ser aceite naquela altura. Em 1903, foi-lhe atribuído o prémio Nobel da Química, "como reconhecimento da teoria da dissociação electrolítica".
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BECQUEREL , ANTOINE ( 1788 - 1878 )
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Físico francês, autor de diversos trabalhos sobre pilhas, electroquímica, telegrafia. O sue filho Edmond, criou a espectrografia e o seu neto ficou célebre pela descoberta da radioactividade em 1896.
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BECQUEREL, HENRI ( 1852 - 1908 )
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Físico francês que deixou o seu nome ligado à descoberta da radioactividade nos sais de urânio. Prémio Nobel da Física em 1903, juntamente com os esposos Curie. Realizou importantes investigações sobre magnetismo, sobre a polarização da luz e sobre fosforescência.
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BERNOULLI, DANIEL ( 1700 - 1782 )
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Matemático e físico suíço, dedicou-se primeiro aos estudos de medicina, vindo para Itália e seguindo as lições de Michelotti e Morgagni. Aos 24 anos foi-lhe oferecido o cargo de presidente da Academia de Génova, que, porém, recusou, para aceitar una mais tarde o cargo de professor de Matemática em Sampetersburgo. De saúde delicada , cedo se viu forçado a regressar a Basileia onde obteve a cátedra de Anatomia e Botânica. Ocupou-se, em particular, de estudos de hidrodinâmica e de economia (teoria das probabilidades). Recebeu numerosos prémios e honrarias pelas suas investigações. Sá a Academia de Paris conferiu-lhe dez prémios diferentes por várias descobertas e memórias (alguns em conjunto com Euler, Maclaurin e outros cientistas).
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BOHR, NIELS ( 1885 - 1962 )
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Físico dinamarquês, professor na Universidade de Copenhaga, conclui notáveis estudos sobre a estrutura atómica. Juntamente com Lord Rutherford, formulou uma nova teoria, aplicada ao estudo dos processo atómicos, a teoria dos quanta. Recebeu o Prémio Nobel da Física em 1922.
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BOLTZMANN, LUDWIG ( 1844 - 1906 )
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Físico austríaco, realizou importantes investigações e estudos sobre a teoria cinética dos gases e nos campos da termodinâmica e da mecânica.
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BOYLE, ROBERT ( 1627 - 1691 ) |
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Físico e químico irlandês, membro da Royal Society. Aperfeiçoou a ideia de Van Guericke sobre a bomba pneumática e inventou um modelo mais eficiente. Formulou a lei dos gases, conhecida sob o nome de lei de Boyle-Mariotte (a temperatura constante, a pressão de um gás é inversamente proporcional ao seu volume).
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BRONSTED, JOHANNES NICOLAUS ( 1879 - 1947 ) |
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Químico dinamarquês, distinguiu-se com a publicação de trabalhos muito importantes sobre vários assuntos, nomeadamente sobre a determinação de afinidades químicas, de calores específicos, de solubilidades e muitos outros. Realizou trabalhos sobre catálise e interacção de iões em solução, mas a sua contribuição mais conhecida foi a teoria protónica de ácidos e bases em 1923, a célebre Teoria de Bronsted, que foi simultânea e independentemente desenvolvida por Thomas Lowry, químico britânico. |
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CHATELIER, HENRY LE ( 1763 - 1805 ) |
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Físico francês, notabilizou-se pelos seus estudos em química inorgânica. Realizou importantes trabalhos sobre Metalurgia, vidro, cimento, explosivos e combustíveis. A "Lei de Le Chatelier", que estabelece o modo de deslocar a posição de equilíbrio de um sistema, é talvez a sua obra mais conhecida. |
COMPTON, ARTH HOLLY ( 1892 - 1962 ) |
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Físico norte americano, descobriu em 1923 o efeito que tomou o seu nome, e do qual deduziu a estrutura corpuscular da luz. Foi Prémio Nobel, 1927. |
COPÉRNICO, NICOLAU ( 1473 - 1543 ) |
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Astrónomo polaco, autor da concepção heliocêntrica do sistema solar, em oposição à concepção ptolomaica que considerava a Terra como o centro do tal sistema. Frequentou a Universidade de Bolonha, Pádua e Ferrara, seguindo cursos de matemática, astronomia, jurisprudência e medicina. Individualizou os três movimentos da Terra: o diurno, em torno do seu próprio eixo, o anual em torno do Sol, e o movimento anual do eixo terrestre em relação ao plano da eclíptica. |
COULOMB, CHARLES AUGUSTIN ( 1736 - 1806 ) |
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Físico francês, ocupou-se de estudos sobre electricidade e em sua honra chamou-se coulomb à unidade de carga eléctrica (quantidade de electricidade que uma corrente constante de intensidade, 1 ampére, transporta em cada segundo), que se representa pelo símbolo C. Formulou ainda uma lei que tem o seu nome (duas cargas atraem-se ou repelem-se - consoante têm o sinal contrário ou igual - na razão directa do produto das cargas e na razão inversa do quadrado das distâncias). |
CROOKES, SIR WILLIAM ( 1832 - 1919 ) |
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Físico e químico inglês, a quem se deve a invenção de um tubo de vácuo especial (tubo de Crookes), com uma atmosfera de gás rarefeito, e com os pólos negativo e positivo nas extremidades. Neste tubo formam-se os raios catódicos (uma corrente de electrões do cátodo para o ânodo), e os raios canais (uma corrente de iões positivos do ânodo para o cátodo). Estes tubos têm sido utilizados na construção de um certo tipo de osciloscópios e de televisores. membro da Royal Society, ocupou o cargo de presidente desde 1913 até 1916. |
CURIE, MARIE ( 1867 - 1934 ) |
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Cientista polaca (conhecida pelo nome afrancesado Marie e pelo apelido do marido, Curie), Maria Sklodowska nasceu em Varsóvia, na família de um professor, e teve uma juventude muito difícil devido às precárias condições financeiras a que ficou reduzida a família, no seguimento da ocupação da Polónia pelos russos. Frequentou a Universidade de Paris, onde depois leccionou. Em 1910 conseguiu isolar o rádio metálico. Recebeu por duas vezes o Prémio Nobel (da Física, em 1903, conjuntamente com o marido, e da Química, isoladamente em 1911). |
CURIE, PIERRE ( 1859 - 1906 ) |
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Físico francês, foi professor na Sorbonne. Realizou investigações fundamentais sobre radioactividade. Em colaboração com a mulher descobriu o rádio e o polónio. Recebeu o Prémio Nobel da Física conjuntamente com a mulher em 1903. |
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DALTON, JOHN ( 1766 - 1844 ) |
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Físico inglês, criador da moderna teoria atómica. O seu admirável talento científico fê-lo arquitectar essa teoria sob a influência de leituras de obras de Newton, mesmo de recorrer à experimentação, a qual veio mais tarde, confirmar-lhe as hipóteses. Formulou em 1804 os postulados que têm o seu nome. Estudou em si mesmo a perversão da percepção das cores, denominada daltonismo. |
DE BROGLIE, LOUIS VICTOR PIERRE EMMANUEL RAYMOND, PRINCÍPE ( 1892 - ? ) |
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Físico francês de origem nobre, formado em Letras, História, Ciências e Matemática iniciou os seus estudos guiado pelo irmão, Maurice, também famoso cientista. Em 1924 apresentou uma tese sobre a teoria dos quanta que lhe valeu ser nomeado membro da Academia Henri Poincaré. Dedicou-se em seguida ao estuda das teorias relativas às emissões de luz e ondulatória, do qual se deve a teoria ondulatória da matéria, segundo a qual, a qualquer corpúsculo em movimento está associada uma onda, estabelecendo assim uma relação entre onda luminosa e corpúsculo em movimento. Esta teoria constitui um apreciável meio de investigação para muitos fenómenos da física atómica. Em 1928 foi nomeado professor de Física Teórica da Universidade de Paris. Em 1929, com 37 anos, foi distinguido com o Prémio Nobel da Física; em 1933 foi eleito membro da Academia das Ciências de Paris e em 1942 foi designado secretário vitalício para as ciências matemáticas; em 1944 entrou para a Academia Francesa; em 1948 a Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos acolheu-o como membro estrangeiro. |
DESCARTES, RENÉ ( 1596 - 1650 ) |
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Filósofo, matemático e físico francês, deve-se-lhe a criação da geometria analítica e a descoberta dos princípios da óptica geométrica. Sua física mecanicista e a teoria dos animais máquinas assentaram as bases da ciência moderna. Sua contribuição científica baseia-se no emprego de um método e de uma metafísica que marcam uma decisiva mudança. Seu método permitiu-lhe desligar-se definitivamente das confusões da escolástica, definindo uma clara e precisa lógica da ideia baseada na dedução, que parte do simples para o complexo. Constrói a sua metafísica seguindo o mesmo método, que parte de uma dúvida metódica, levando-o a fazer tábua rasa de todo o conhecimento sem base; só subsiste a certeza do pensamento que duvida. Daí deduz a própria existência daquele que pensa ("Penso logo existo"), depois a de Deus ("prova ontológica"), e enfim, a do mundo exterior (Meditações metafísicas, 1641).
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DIRAC, PAUL ADRIEN MAURICE ( 1902 - ? ) |
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Físico inglês, pelos seus importantíssimos estudos de mecânica quântica relativista recebeu o Prémio Nobel da Física, em 1933, conjuntamente com Schrödinger. Previu a existência de positrões.
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EDDINGTON, SIR ARTHUR STANLEY ( 1882 - 1944 )
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Físico e astrónomo inglês, os seus estudos sobre o movimento e a evolução das estrelas contribuíram amplamente para o desenvolvimento das investigações em astronomia moderna. durante muitos anos foi director do Observatório de Greenwich e um dos principais e mais valiosos defensores da teoria da relatividade de Einstein.
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EDISON, THOMAS ALVA ( 1847 - 1931 )
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Físico norte americano, famoso pela invenção do telégrafo dúplex (1864), do fonógrafo (1877) e da lâmpada incandescente (1878). Descobriu a emissão de electrões por metais incandescentes (1884).
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EINSTEIN, ALBERT ( 1879 - 1955 )
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Físico e matemático nascido em Ulm na Alemanha. Estudou no Mónaco, na Itália e na Suíça. Até 1933 foi director do Instituto Kaiser Guilherme de Berlim; depois por causa da política racial de Hitler, foi para a América, onde foi nomeado professor na Universidade de Princeton. Fez-se cidadão americano em 1940. É famoso pelos seus estudos de física, que provocaram uma autêntica revolução na investigação moderna. Em 1921 recebeu o Prémio Nobel da Física. A sua teoria, chamada - teoria da relatividade - refere-se à equivalência entre a massa e a energia e exprime-se pela fórmula: E = m c2, onde E representa a energia, m representa a massa e c representa a velocidade da luz.
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FARADAY, MICHAEL ( 1791 - 1867 )
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Físico, químico e filósofo inglês. É considerado o fundador do electromagnetismo. De origem humilde, em 1813 tornou-se assistente de Sir Humphrey Davy no Royal Institute e, assim, pôde estudar Química. Os seus estudos dizem respeito, sobretudo, à relação existente ente as forças da luz, do calor, da electricidade e do magnetismo. As suas descobertas constituem a base da moderna indústria eléctrica.
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FERMI, ENRICO ( 1901 - 1954 )
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Físico italiano, começou a sua notável carreira de cientista no pais de origem, elevando a grande altura o estudo da Física Moderna na Universidade de Roma. Incompatibilidades de ordem vária levaram-no a imigrar para os Estados Unidos, onde acabou por ser professor na Universidade de Chicago. Aqui teve a acção que conduziu à montagem da primeira "pilha atómica" para obtenção de energia, e à preparação da "bomba atómica". Foi prémio Nobel da Física em 1938.
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FRESNEL, AUGUSTIN ( 1788 - 1827 )
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Físico francês, desenvolveu a óptica ondulatória.
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GALILEI, GALILEU ( 1564 - 1642 )
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Físico, matemático, astrónomo, filósofo, literato italiano, nasceu em Pisa. Foi o criador do método experimental e da dinâmica. fez estudos importantíssimos sobre o movimento dos graves e descobriu a lei do isocronismo do pêndulo. Ensinou matemática em Pisa e em Pádua e frequentou a corte de Cosimo II de Médicis, como "filósofo". Construiu o primeiro óculo e com isso efectuou extraordinárias descobertas de astronomia, entre as quais os satélites de Júpiter (planetas Médicis), as fases de Vénus, os mares da Lua, as manchas do Sol. Defendeu as teorias de Copérnico, pelo que incorreu na perseguição do Santo Ofício, defensor do sistema ptolomaico. Teve um primeiro processo e foi proibido de continuar a defender o sistema copernicano. Mas não obedeceu e assim teve novo processo. Embora muito doente, foi obrigado a deslocar-se a Roma e condenado ao cárcere. A pena foi depois comutada em residência fixa, em Arcetri perto de Florença. Continuou a trabalhar, apesar de, entretanto, ter ficado cego, assistido por muitos aluno, entre os quais Evangelista Torricelli.
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GAY-LUSSAC, JOSEPH ( 1778 - 1850 )
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Físico e químico francês, discípulo de Berthollet, cedo revelou notáveis qualidades de cientista. Conhece-se do estudo da física, a sua valiosa contribuição relativa ao comportamento dos gases. Professor da Sorbonne, a sua actuação foi memorável. Realizou ascensões em balão (foi um dos primeiros astronautas), durante as quais efectuou importantes observações de carácter científico.
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GAUSS, CARL FRIEDRICH ( 1777 - 1855 )
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Físico, matemático e astrónomo alemão, autor de trabalhos sobre a mecânica celeste, a teoria dos erros, o magnetismo o electromagnetismo e a óptica. |
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HEISENBERG, WERNER ( 1901 - ? )
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Físico alemão, professor na Universidade de Lipsia é considerado um dos fundadores da mecânica quântica. É sua a formulação do princípio da incerteza relativo aos electrões. Obteve o Prémio Nobel da Física em 1932.
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HERTZ, HEINRICH RUDOLPH ( 1857 - 1894 )
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Físico alemão, retomando as experiências de Maxwell, desenvolveu e completou a teoria das ondas electromagnéticas que têm o seu nome (ondas hertzianas) e que permitiram a Marconi a invenção e aplicações na rádio.
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HUYGENS, CHRISTIAN ( 1629 - 1695 )
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Físico, matemático e astrónomo holandês, construiu um óculo potente que lhe permitiu fazer pesquisas interessantíssimas e descobertas entre as quais os anéis de Saturno. Descobriu ainda um satélite, Titão. Fez muitas observações sobre a Lua e escreveu um tratado de cálculo de probabilidades. Foi membro da Royal Society de Londres e da Academia de Ciências de Paris. Em oposição a Newton, propôs a teoria ondulatória da luz.
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JOULE, JAMES PRESCOTT ( 1818 - 1889 )
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Físico inglês, efectuou importantes estudos sobre electricidade e inventou o motor eléctrico em 1838. Em 1841 enunciou a lei que tem o seu nome (a quantidade de calor que passa num circuito é proporcional à resistência do fio e ao quadrado da intensidade da corrente ). Realizou interessantes pesquisas sobre a transformação de calor em trabalho. Em sua honra foi atribuído à unidade de energia o seu nome, ( J ), Joule.
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KELVIN, LORD WILLIAM THOMSON ( 1824 - 1907 )
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Físico e matemático inglês, estudou em Cambridge e em Paris e foi depois nomeado professor da Universidade de Glásgua, onde ensinou durante 53 anos. Em 1890 foi eleito presidente da Royal Society. Os seus estudos referem-se sobretudo ao calor e à termodinâmica. O seu maior mérito foi o de ter introduzido a escala absoluta de temperaturas, cuja unidade de medida se chama Kelvin.
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KEPLER, JOHANNES ( 1571 - 1630 )
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Astrónomo alemão, assistente de Tycho Brahe, formulou três famosas leis sobre o movimento dos planetas, nas quais Newton se baseou para chegar à Lei da Gravitação Universal, fundando assim a mecânica celeste.
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KIRCHHOFF, GUSTAV ROBERT ( 1824 - 1887 )
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Físico e matemático alemão, foi professor em Berslau, Heidelberga e Berlim. Efectuou numerosas e importantíssimas em quase todos os campos da física-matemática, da electricidade e da termodinâmica. Explicou a origem dos traços de Fraunhofer no espectro solar. Em conjunto com Bunsen, é considerado o criador da análise espectral. A ele também se devem as leis fundamentais dos circuito eléctricos.
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LAVOISIER, ANTOINE ( 1743 - 1794 )
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Químico francês, dedicou-se ao estudo da química, sendo de assinalar os seus importantes trabalhos sobre a teoria da oxidação (combustões, decomposições de óxidos, etc.). É considerado o pai da química moderna. Dos seus estudos nasceu a célebre lei de Lavoisier, que se pode considerar das mais importantes leis da Química. Foi preso durante a revolução francesa, é guilhotinado em 1794. Na opinião dos juízes, " a República não necessitava de cientistas". Os cientistas sabiam (e Lagrange dizia-o) que: "um instante bastou para ceifar esta cabeça, mas nem 100 anos chegarão para produzir outra parecida".
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LEWIS, GILBERT ( 1875 - 1946 )
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Químico norte americano, foi professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e em Berkeley, na Universidade da Califómia. Lewis é considerado um dos maiores químicos americanos, sendo recordado e respeitado pelos químicos de todo o Mundo. Embora a sua actividade de investigação se estendesse por vários domínios da estrutura molecular e da termodinâmica, o conceito de ligação covalente foi talvez aquele que mais frutuosas consequências teve em toda a Química, em especial na Química Orgânica.
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LORENTZ, HENDRIK ANTOON ( 1853 - 1928 )
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Físico holandês, professor de Física e Matemática na Universidade de Leida, efectuou importantíssimos estudos sobre a natureza dos electrões, sobre o magnetismo e ondas electromagnéticas.
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M |
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MACH, ERNEST ( 1838 - 1916 )
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Físico e filósofo austríaco, estudou sobretudo a aerodinâmica e o seu nome está ligado à medida da velocidade subsónica, transónica e supersónica. É considerado um dos fundadores do empiriocriticismo, corrente filosófica conhecida também por filosofia da ciência pura, que partindo do positivismo o supera, reconhecendo os limites da validade da ciência.
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MARIOTTE, EDMÉ ( 1620 - 1684 )
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Físico francês, cujo nome está associado ao de Boyle para indicar a lei dos gases (a temperatura constante, a pressão de um gás é inversamente proporcional ao seu volume).
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MAXWELL, JAMES CLERK ( 1831 - 1879 )
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Físico escocês, escreveu a sua primeira obra científica quando tinha apenas 15 anos. Foi depois professor de Filosofia Natural em Aberdeen, em 1856, e, quatro anos depois, passou para o King's College de Londres. Em 1871 foi o primeiro professor de Física Experimental de Cambridge, no Instituto Cavendish. Retomou os estudos de Faraday e formulou leis muito importantes sobre a electricidade e o magnetismo. A ele se devem as famosas equações que permitem uma descrição completa dos fenómenos relativos a campos eléctricos e magnéticos variáveis (equações de Maxwell). |
MENDELEEV, DIMITRI YVANOVITCH( 1834 - 1907 ) |
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Químico siberiano, descendente de uma família pobre e numerosa, escreveu livros e ensinou na Universidade de S. Petersburgo. O seu trabalho mais importante foi a "classificação periódica dos elementos químicos". Depois disso, interessou-se, sobretudo, pelos recursos naturais da Rússia e suas aplicações comerciais, em particular a natureza e a origem do petróleo. Em sua homenagem, ao elemento químico 101 foi dado o nome de mendeleévio. |
MICHELSON, ALBERT ABRAHAM ( 1852 - 1931 ) |
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Físico norte americano, nascido na polónia (parte alemã), foi levado pela família para a América com a idade de 2 anos regressou depois à Europa para seguir os estudos, que efectuou em Berlim, Heidelberg e Paris. Em 1881 entrou para o Physikalisches Institut e começou a estudar a construção de um aparelho muito especial para medir as ondas luminosas, segundo as teorias de Maxwell. Tal aparelho, que se chama interferómetro, permitiu, em 1894 , medir pela primeira vez o comprimento do metro em comprimento de ondas luminosas e em 1920 medir o diâmetro de uma estrela . É considerado hoje um instrumento indispensável para toda a investigação física de alta precisão. Em 1907 obteve o Prémio Nobel da Física. |
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