As notícias que vêm do espaço...
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E o céu tem menos um planeta
O Sistema Solar fica agora reduzido a oito planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno |
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Mais de 2500 astrónomos de 75 países, reunidos na capital da República Checa, Praga, reconheceram por unanimidade que se cometeu um erro quando se chamou planeta a Plutão.
Descoberto há 76 anos pelo cientista norte-americano Clyde Tombaugh (1906-1997), Plutão foi objecto de disputa durante décadas.
Os seus críticos apontavam o dedo sobretudo ao seu tamanho, que tem sido reduzido ano após ano até aos 2 300 quilómetros de diâmetro actualmente estabelecidos.
Plutão é muito mais pequeno do que a Terra (12 750 quilómetros) mas também do que a lua terrestre (3 480 quilómetros).
Outro argumento contra Plutão é a forma pouco ortodoxa da sua órbita, cuja inclinação não é paralela à da Terra nem à dos outros sete planetas do Sistema Solar.
in, VISÃO Júnior, 31 Ago. 2006 |
E a Terra não saiu do sítio
A Terra ficou no mesmo sítio. De nada adiantou que 600 milhões de pessoas ontem tenham saltado ao mesmo tempo, exactamente 13 segundos após as 11h39min, mais uma hora em Portugal. Mesmo se tal aconteceu – como reclama um alemão que tentou mobilizar saltitões na ‘net’ – a Terra continua tão longe do Sol como antes. |
Boas intenções não dobram as leis da Física. E a intenção até era boa – afastar a Terra do Sol para acabar com o aquecimento global.
Torsten Lauschmann, que afinal é artista da vanguarda e DJ, mas antes se apresentou como professor de Física Gravitacional, olhou para o calendário e descobriu o momento de maior fragilidade da órbita da Terra nos últimos cem anos: ontem, às 11 horas, 39 minutos e 13 segundos, tempo do Meridiano de Greenwich. Era a altura certa para tentar afastar a Terra um pouco mais do Sol. De que maneira? Retirando-lhe peso e, para isso, bastava que 600 milhões de pessoas saltassem do lado do Ocidente.
Quem manteve os pés bem assentes no chão foi Augusto Barroso, investigador e docente de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. “Para alterarmos a trajectória da Terra tínhamos de ejectar as pessoas.“
Desapontem-se os saltitões – mesmo que 600 milhões de indivíduos, cada um com 75 quilos de "peso", fossem ejectados, a diferença de massa da Terra não conduziria a qualquer alteração orbital significativa. Tal ejecção produziria energia equivalente a apenas dois por cento da libertada por uma bomba de hidrogénio moderna e um desvio ínfimo da órbita – uma pequena fracção do raio de um átomo.
Notícia in Correio da Manhã,
21 Jul 2006 |
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Astrónomos fazem primeiras medições da lua mais distante do sistema solar |
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Uma equipa de astrónomos descobriu que o único satélite de Plutão, Caronte, mede 603 quilómetros de raio, sendo três vezes menor do que a Lua, e que tem 1,7 vezes mais densidade do que a água.
Os investigadores chegaram a estas conclusões depois de terem estudado a distância entre o satélite e uma estrela que se escondia por atrás dele.
Segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO), situado no Chile, a observação dessa "estranha ocultação" estelar permitiu saber que a superfície de Caronte é gelada e que aproximadamente metade do seu corpo é constituído por rochas.
Estes dados, divulgados na edição de hoje da revista "Nature", levam os investigadores a pensar que o satélite mais afastado do Sol tem provavelmente atmosfera e que, nesse caso, deverá ser totalmente composta por nitrogénio.
A observação do referido fenómeno estelar - o segundo que os astrónomos do ESO avistam junto a Caronte - serviu fundamentalmente para conhecer com "extrema precisão" as características da lua da Plutão.
O estudo astronómico faz supor que, se existir metano na superfície de Caronte, deve estar localizado nas regiões mais frias.
De acordo com o investigador do Observatório de Paris e autor de um dos dois artigos publicados sobre este assunto na Nature, Bruno Sicardy, foram as possibilidades dos telescópios de grandes distâncias, com os quais se pode observar estrelas muito débeis, e a "grande precisão" dos mapas estelares actuais que levaram esta equipa a centrar os seus esforços na análise de Caronte.
A tecnologia permitiu aos cientistas superar as dificuldades para contemplar este pequeno satélite, que visto da Terra é semelhante a uma moeda situada a 100 quilómetros de distância.
Caronte foi descoberto em 1978 e até então julgava-se que formava um "planeta duplo" com Plutão.
O par Plutão/Caronte gravita em volta do Sol a uma distância de entre 4,5 e 7 mil milhões de quilómetros e demora 248 anos terrestres a completar a sua revolução.
No dia 17 de Janeiro a NASA deverá lançar rumo a Plutão e Caronte a missão New Horizons, orçada em 650 milhões de dólares, que deverá chegar ao seu destino no Verão de 2015.
Notícia in Lusa, 05 Jan 2006 |
Sonda Cassini descobre novo anel de Saturno |
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A sonda Cassini descobriu recentemente um novo anel no planeta Saturno, informou hoje a agência espacial norte-americana (NASA).
A 17 de Setembro, as câmaras a bordo da sonda captaram imagens de partículas microscópicas que normalmente não são visíveis no conjunto dos anéis.
As imagens foram captadas durante a maior ocultação solar durante a missão de quatro anos da Cassini. Durante uma ocultação solar, o Sol passa directamente por trás de Saturno e Cassini fica na sombra do planeta, enquanto os anéis são iluminados por um brilho especial. Normalmente, uma ocultação dura apenas uma hora, mas desta vez durou doze.
O novo anel situa-se no interior dos anéis G e E (o mais exterior de Saturno) e coincide com as órbitas das luas de Saturno Janus e Epimetheus.
Cassini também captou outras imagens, nomeadamente de uns finos “dedos” de material gelado que saem da lua de Saturno, Enceladus, ao longo de centenas de quilómetros. São partículas de gelo expelidas pelos “geysers” polares da região Sul de Enceladus que entram no anel E.
“Tanto o novo anel como as inesperadas estruturas no anel E vão-nos ajudar a perceber que as luas podem tanto libertar pequenas partículas e esculpir o seu ambiente local”, explicou Matt Hedman, investigador associado na Cornell University em Ithaca, Nova Iorque.
A missão Cassini, projecto conjunto da NASA e da Agência espacial europeia (ESA), foi lançada em 1997 e passou os últimos quatro anos a estudar Saturno.
Actualmente conhecem-se, pelo menos, 47 luas de Saturno e sete anéis.
Notícia in Público.pt,
20 Set 2006 |
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